8 DICAS PARA ESTIMULAR SEU FILHO A ESCREVER (ATENÇÃO COM A 6ª DICA)

July 13, 2016

Para qualquer lugar que se olhe é possível perceber: vivemos em um mundo letrado. Nomes de lojas, indicações no trânsito, anúncios, destinos de ônibus, embalagens de produtos, na caixa do brinquedo, no videogame, as letras estão por toda a parte, dentro e fora de casa. E por isso, o contato das crianças com a escrita acontece muito antes de isso ser trabalhado formalmente na escola.

 

São os pais, portanto, os primeiros a terem a oportunidade de apresentar esse maravilhoso universo a seus filhos e ajudar a tornar a escrita, mais do que algo prático, em um prazer. Não se trata, no entanto, de assumir a missão de ensinar o filho a escrever. Apenas criar (e manter) uma boa base para o trabalho que a escola fará depois. 

 

"Tão importante quanto um ambiente que seja favorável e estimule a curiosidade é o respeito ao ritmo da criança. Não é saudável a ansiedade em ver o filho escrevendo precocemente, pois isso gera uma pressão que poderá levar a um desinteresse mais para frente", comenta Sonia Maria Sellin Bordin, fonoaudióloga doutorada pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

 

Mesmo após o período de alfabetização, há muito o que fazer em casa. "É preciso trazer a escrita para a rotina e envolver a criança em situações nas quais ela é utilizada", defende Silmara Carina Munhoz, doutora em psicologia e professora da Faculdade de Educação da UnB (Universidade de Brasília).

 

As duas especialistas apresentam dicas de como despertar e ajudar seu filho a manter o gosto pela escrita.

 

1. Repensar a própria relação com a escrita. 

 

Para que o estímulo seja efetivo ele deve vir de alguém que tenha real envolvimento com a escrita. "É preciso deixar de encarar a escrita como um bicho-papão, enfrentar seus próprios medos e limites. Caso contrário é como alguém que não gosta de brócolis querer convencer o filho de que brócolis é gostoso", afirma Silmara Carina Munhoz, doutora em psicologia e professora da Faculdade de Educação da UnB (Universidade de Brasília).

 

"Quem tem dificuldades ou receios pode aproveitar o momento para vencê-los junto com a criança e criar novos hábitos relacionados ao ato de escrever".

 

2. Saber que tudo começa com a leitura. 

 

Quem lê bastante escreve bem. Seguir as recomendações de como incentivar o gosto pela leitura é também estimular a escrita.

 

3. Criar um ambiente no qual regras são seguidas.

 

Para escrever é necessário seguir regras. "Não posso escolher qualquer letra para escrever a palavra ‘casa’. É preciso seguir a convenção estabelecida e isso é mais facilmente compreendido por quem está acostumado com regras", diz Sonia Maria Sellin Bordin, fonoaudióloga doutorada pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). 

 

O ideal, então, é envolver a criança na dinâmica familiar, indicando que ela, assim com os demais membros da família, possui deveres. "Para os pequenos pode ser algo simples como colocar o travesseiro no armário. O importante é que haja algo e isso vá se ampliando conforme as condições de cada faixa etária", explica.

 

4. Usar a escrita rotineiramente.

 

Manter papel e lápis ao alcance de todos da casa e não perder a oportunidade de usá-los nunca.

 

"Chegou tarde em casa e o filho já estava dormindo? Deixe um bilhete dizendo que você passou no quarto dele para dar um beijo de boa noite", exemplifica Silmara Carina Munhoz, doutora em psicologia e professora da Faculdade de Educação da UnB (Universidade de Brasília). 

 

Outro bom momento é a hora de fazer a lista de compras do supermercado, que pode ser escrita de forma conjunta, até mesmo pelos menorzinhos (que podem "anotar" desenhando ou rabiscando que é preciso comprar sua bolacha favorita).

 

 

5. Promover jogos e atividades com escrita. 

 

Sua filha é fã de um ator ou grupo musical? Que tal, juntas, procurar fotos e informações e escrever um perfil dele? O menino torce para um time de futebol? Chame-o para fazer como você um cartaz do time, com as principais conquistas e jogadores famosos. Ou seja, a sugestão é aproveitar os assuntos de interesse para produções escritas. 

 

"Mas é importante que isso não se torne uma obrigação. E é para ser feito a quatro ou mais mãos, de forma prazerosa. Não pode ser uma tarefa que a mãe passa para o filho fazer sozinho e que irá cobrar depois", ressalta Sonia Maria Sellin Bordin, fonoaudióloga doutorada pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

 

Aqui na SOMAR Materiais Didáticos, nós temos o Quadrinho Magnético Infantil. Ele acompanha diversos kit's de peças imantadas e pincel para você realizar atividades com escrita. Clique aqui para comprar nosso incrível quadrinho.

 

6. Valorizar a produção. 

 

"As primeiras tentativas da criança serão rabiscos. Ela fará um garrancho e irá dizer que desenhou a mãe, o pai, a avó. É preciso reconhecer este grande passo que é entender que um símbolo pode representar algo e não desestimular dizendo que aquilo não é o desenho de uma pessoa", diz Silmara Carina Munhoz.

 

Isso vale para todos os momentos da escrita. Receber um bilhete e logo apontar que há erros como a falta de uma letra em uma palavra ou que, por exemplo, "casa" não é escrito com "z", só irá reduzir a espontaneidade da criança. 

 

Ao contrário, é preciso adotar pequenos gestos, como guardar um desenho ou um bilhete da criança, ou acompanhar o que o filho escreve em blogs ou nas redes sociais e interessar-me pela poesia que ele criou. "Isto mostra que você valoriza esta forma de comunicação", comenta a doutora em psicologia e professora da Faculdade de Educação da UnB. 

 

É importante também que os pais também produzam e compartilhem suas criações.

 

7. Preocupar-se com a caligrafia na medida certa.

 

Não é preciso exigir do seu filho excessos de capricho na letra.

 

O importante é que seja possível entender o que ele quis escrever. Caso a letra prejudique o entendimento, vale chamar a atenção. "Um modo bastante prático é deixar um bilhete com um assunto de interesse de seu filho com trechos impossíveis de ler por causa da letra. Ele perceberá como isso atrapalha a comunicação", sugere Sonia Maria Sellin Bordin, fonoaudióloga doutorada pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). 

 

Uma saída pode ser os famosos cadernos de caligrafia. Mas o ideal é debater o assunto com o professor para buscar a melhor solução.

 

 

8. Não abandonar o processo.

 

O envolvimento da família com a escrita não pode ser encerrado só porque já se percebe que a criança ou o jovem já tem total autonomia no escrever. Os bons hábitos e atividades devem ser mantidos e ainda ampliados, tornando-se algo natural na rotina. 

 

"É um erro comum. Pais deixam de ler histórias assim que seus filhos aprendem a ler, privando a criança daquele momento que ela tanto gostava, o que só desestimula", comenta doutora em psicologia e professora da Faculdade de Educação da UnB (Universidade de Brasília).

 

 

(via Educar para Crescer)

 

 

 

Please reload

Posts Em Destaque

ENSINE AOS SEUS FILHOS O VALOR DAS COISAS, NÃO O PREÇO

June 23, 2016

1/1
Please reload

Posts Recentes

July 27, 2016

Please reload

Arquivo
Please reload

Procurar por tags
Please reload

Siga
  • Facebook Basic Square
  • Google+ Basic Square

Formas de Pagamento 

Cartão

Boleto

Formas de Entrega

Correios 

JadLog

Informações Importantes

Conheça Nossos Kit's

Qualidade e Segurança 

Redes Sociais

  • Facebook Social Icon
  • Youtube

© 2020 by Matheus Steinke